LEONARDO, CORAÇÃO DE LEÃO
Fatigado pela dura batalha
Ferido pelo inimigo
Rondando em mata desconhecida, sedento
Procurando fonte de opções para matar sua sede
Esperança líquida
Volátil vida
Penosa dor
Coragem de rocha
Genuíno amor
O torpor toma seu corpo
E seu timbre se desfaz
Os olhos esbugalhados não abrem como antes
Mas o espírito se mantém tenaz
"Você me deve uma caixa de cerveja", brinca e balbucia o leão
Quem dera não dever e dever tudo a você, leão
Em pagamentos parcelados
Ad eternum
Ad infinitum
O leão está ofegante
Olhar no espelho é desafio
O sarcasmo é sua fuga
O relógio é seu juiz-mor
Caçando o ar a cada segundo
Na busca por sua paz no mundo
Que mundo? Que paz?
Ah, por que tens de ir tão cedo, leão?
Descanse, repouse
Siga a alcatéia da eternidade
Alcance sua manada de plenitude
E escute as palavras desse irmão
Pois quando esgotada a fome de vida
O que resta então?
Que haverá no lado oculto da savana?
Que haverá no avesso do avesso da selva de pedra?
Que ave irá alçar vôo em sua direção
Trazendo a magia resplandecente da alvorada?
O que resta então?
Que haverá no lado oculto da savana?
Que haverá no avesso do avesso da selva de pedra?
Que ave irá alçar vôo em sua direção
Trazendo a magia resplandecente da alvorada?
Alvorada vital que se foi e que se vai
Tal qual um pêndulo magistral que controla o Universo
Que haverá fora da caverna?
Quem abrirá a casca de noz?
Tudo? Nada?
Nada? Tudo?
Tal qual um pêndulo magistral que controla o Universo
Que haverá fora da caverna?
Quem abrirá a casca de noz?
Tudo? Nada?
Nada? Tudo?
Tudo nada em mar de incertezas
Vastidão de ídolos e desejos
Redemoinhos de sonhos e medos
Em terra de Homo sapiens
Quem sabe algo é Deus
Assumida minha ignorância
Meu regozijo se chama esperança
Na aurora de novos tempos
Sem temores, lamúrias ou lamentos
Que haja vida pulsando alegremente!
Amor em forma de sangue
E doadores universais
Que relva de luz em selva de prata
Decorem sua nova morada
Que o sofrer não seja uma escolha
Que ele simplesmente não exista
Longe do frio, do calor e do luto
Perfume de lírios habitando seus pulmões
Haverá várias formas de amor
Um por todos e todos por um
Céu de anil ensolarado
Clareando teus inéditos caminhos
Rumo ao encontro de si mesmo
Que só profiram palavras bonitas
Sem dúvidas ou falta de escuta
Zona morta de angústias e doenças
Livre dos ditames do dito e do não dito
Do feito e do por fazer
Que haja por lá sua Pasárgada, leão
Uma nação rubro-negra esperando sua chegada
Uma Geral de anjos uniformizados
Bradando o hino do Mengão
Futebol fantástico
Com direito a lençol, caneta e elástico
Mas sem direito a replay
Futebol inigualável
Impedimento e gol perdido não tem vez
Com sangue árabe
E como bom filho de Allah
Que 37 mil virgens povoem seus aposentos
Mil para cada ano em cartaz
Trazendo quibes, charutos e condimentos
Não esqueça de vovó
Cerveja gelada com gosto de mel, não entorpecente
Pra não perder detalhes da festa iminente
Sertanejo ao fundo e forró cá pra frente
Do jeito que você gosta
Léo, Leozinho, Leozão
Leco, Leleco, leão
Que tu coroe-se rei de si mesmo, primo-irmão
Emergindo da neblina do pesar
Assuma sua realeza
Perceba sua nobreza
Ao notar toda a beleza
Que sua vida nos fez achar
Ascenda e transcenda
E que haja outro dia
Ave Maria
Na natureza, cumpriu sua sentença
Da semente, fez-se flor
Nutriu-se, cresceu e desabrochou
Jamais perdendo a essência
De espírito guerreiro, sagaz e conquistador
Vastidão de ídolos e desejos
Redemoinhos de sonhos e medos
Em terra de Homo sapiens
Quem sabe algo é Deus
Assumida minha ignorância
Meu regozijo se chama esperança
Na aurora de novos tempos
Sem temores, lamúrias ou lamentos
Que haja vida pulsando alegremente!
Amor em forma de sangue
E doadores universais
Que relva de luz em selva de prata
Decorem sua nova morada
Que o sofrer não seja uma escolha
Que ele simplesmente não exista
Longe do frio, do calor e do luto
Perfume de lírios habitando seus pulmões
Haverá várias formas de amor
Um por todos e todos por um
Céu de anil ensolarado
Clareando teus inéditos caminhos
Rumo ao encontro de si mesmo
Que só profiram palavras bonitas
Sem dúvidas ou falta de escuta
Zona morta de angústias e doenças
Livre dos ditames do dito e do não dito
Do feito e do por fazer
Que haja por lá sua Pasárgada, leão
Uma nação rubro-negra esperando sua chegada
Uma Geral de anjos uniformizados
Bradando o hino do Mengão
Futebol fantástico
Com direito a lençol, caneta e elástico
Mas sem direito a replay
Futebol inigualável
Impedimento e gol perdido não tem vez
Com sangue árabe
E como bom filho de Allah
Que 37 mil virgens povoem seus aposentos
Mil para cada ano em cartaz
Trazendo quibes, charutos e condimentos
Não esqueça de vovó
Cerveja gelada com gosto de mel, não entorpecente
Pra não perder detalhes da festa iminente
Sertanejo ao fundo e forró cá pra frente
Do jeito que você gosta
Léo, Leozinho, Leozão
Leco, Leleco, leão
Que tu coroe-se rei de si mesmo, primo-irmão
Emergindo da neblina do pesar
Assuma sua realeza
Perceba sua nobreza
Ao notar toda a beleza
Que sua vida nos fez achar
Ascenda e transcenda
E que haja outro dia
Ave Maria
Na natureza, cumpriu sua sentença
Da semente, fez-se flor
Nutriu-se, cresceu e desabrochou
Jamais perdendo a essência
De espírito guerreiro, sagaz e conquistador
Agora vá perfumar outros ares
Embelezando divinos pomares
E colorir os mananciais
Que tu encontres a vida na morte
Posto que nunca estarás à própria sorte
No espetáculo nunca derrotado
Para sempre leão, para sempre vencedor
Apaguem-se as luzes e fechem-se as cortinas
E que os aplausos ecoem pelos quatro cantos da Terra
Saudando sua gloriosa obra-prima:
Vida
Viva!
Viva ontem, viva hoje, viva amanhã
Viva em nós
Leonardo, do latim:
Valente como um leão
Bravo, brava gente
Energia pura
Concentrada no corpo
Se dissipe para a imensidão.
PS: Leonardo faleceu antes dos 40 anos por um adenocarcinoma de pulmão.
SARQUIS, João Rana Vieira. 02/08/2015.
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